terça-feira, 26 de julho de 2011

MANIFESTO JESUS (Última parte)

6. É possível confundir a causa de Cristo com a pessoa de Cristo. Quando a igreja primitiva disse “Jesus é Senhor” eles não estavam querendo dizer “Jesus é meu maior valor”. Jesus não é uma causa; ele é uma pessoa real e viva que pode ser conhecida, amada, experimentada, entronizada, e incorporada. Focar em sua causa ou missão não se iguala a focar nele ou segui-lo. É bem possível servir ao “deus” de servir a Jesus em oposição a servi-lo com um coração arrebatado que tem sido cativado pela sua irresistível beleza e seu imensurável e incompreensível amor. Jesus nos levou a pensar em Deus de forma diferente, como um relacionamento, como o Deus de todo relacionamento.

7. Jesus Cristo não foi um ativista social nem um filósofo moral. Diminuí-lo dessa maneira é drenar a sua glória e diluir sua excelência. Justiça sem Cristo é uma coisa morta. O único navio de guerra que pode atacar e abalar os portões do inferno não é o grito de justiça, mas o nome de Jesus. Jesus Cristo é a incorporação da justiça, paz, santidade, equidade.
Ele é a soma de todas as coisas espirituais, o estranho “atrativo do cosmos”. Quando Jesus se torna uma abstração, a fé perde seu poder reprodutivo. Jesus não veio para transformar más pessoas em pessoas boas. Ele veio para fazer pessoas mortas viverem.

8. É possível confundir um conhecimento acadêmico ou teologia sobre Jesus com um conhecimento pessoal do Cristo vivo propriamente. Esses dois estão distantes entre si quanto as centenas de milhares de milhões de galáxias. A plenitude de Cristo não pode ser acessada somente pelo lóbulo frontal. A fé cristã é racional, mas alcança e toca mistérios. A cura para uma grande cabeça é um grande coração.
Jesus não deixou os seus discípulos com notas para uma teologia sistemática. Ele deixou seus discípulos com respiração e corpo.
Jesus não deixou os seus discípulos com um coerente e claro sistema de crença pelo qual se deveria amar a Deus e aos outros. Jesus deu aos seus discípulos feridas para tocar e mãos para curar.
Jesus não deixou os seus discípulos com uma crença intelectual; uma “cosmovisão cristã”. Ele deixou seus discípulos com uma fé relacional.
Cristãos não seguem um livro. Eles seguem uma pessoa, e essa biblioteca de divinos e inspirados livros que nós chamamos de “Bíblia Sagrada” nos ajuda a seguir melhor esta pessoa. A Palavra Escrita é um mapa que nos conduz para a Palavra Viva. Ou como o próprio Jesus disse: “As Escrituras testificam de mim”. A Bíblia não é o destino; é o compasso que aponta para Cristo, a Estrela do Norte celestial.
A Bíblia não oferece um plano ou um manual para a vida. As “Boas Novas” não são uma nova série de leis, ou uma nova série de injunções éticas, ou um novo e melhor plano. As “Boas Novas” são a estória da vida de uma pessoa, como está refletido no credo apostólico. O mistério da fé proclama esta narrativa: “Cristo morreu, Cristo ressurgiu dos mortos, Cristo virá de novo”. O significado do Cristianismo não advém de uma devoção a doutrinas teológicas complexas, mas a um amor apaixonado por um modo de vida no mundo que revolve em torno de seguir Jesus, que falou que amor é o que faz da vida um sucesso... não riqueza nem saúde, ou outra coisa qualquer, mas amor. E Deus é amor.

9. Somente Jesus pode transfixar e então transfigurar o vazio do coração da igreja. Jesus Cristo não pode ser separado de sua igreja. Enquanto Jesus é distinto de sua noiva, ele não é separado dela. Ela é de fato seu próprio Corpo na terra. Deus tem escolhido revestir todos de poder, autoridade e vida no Cristo vivo. E Deus em Cristo é conhecido plenamente somente na igreja e pela igreja. (Como Paulo disse: “A manifesta sabedoria de Deus – que é Cristo – é conhecida por meio da eklesia”)
A vida cristã, entretanto, não é uma posse individual. É uma jornada corporativa. Conhecer a Cristo e fazê-lo ser conhecido não é um projeto individual. Aqueles que insistem em voar sozinhos serão trazidos ao solo, e quebrados. Assim Cristo e sua igreja estão intimamente ligados e conectados. O que Deus tem juntado, que ninguém o separe. Nós fomos feitos para a vida com Deus; nossa única felicidade é encontrada na vida com Deus. E o prazer de Deus e seu deleite se encontra nisto também.

10. Num mundo que canta “Quem é este Jesus?” e numa igreja que canta “Ó sejamos todos como Jesus”, quem irá cantar a plenos pulmões “Ó como amamos a Jesus!”?
Se Jesus pôde levantar dos mortos, nós podemos ao menos nos levantar de nossas camas, nos livrar de nossos divãs e de nossos assentos, e responder à vida ressurreta do Senhor dentro de nós, unindo-nos a Cristo naquilo que ele é e fará para o mundo. Nós convidamos outros a se juntarem a nós – não nos removendo do planeta terra, mas plantando mais firmemente nossos pés na terra enquanto nossos espíritos sobrevoam os céus do prazer e do propósito de Deus. Nós não somos deste mundo, mas vivemos neste mundo para o direito e os interesses de Deus. Nós, coletivamente, como a eklesia de Deus, somos Cristo neste mundo e para este mundo.
Possa Deus ter um povo nesta terra que seja o povo de Cristo, por Cristo e para Cristo. Um povo da cruz. Um povo consumido pela eterna paixão de Deus, a qual é fazer seu filho proeminente, supremo, e o cabeça acima de todas as coisas visíveis e invisíveis. Um povo que tem descoberto o toque do Todo-Poderoso na face dos seu glorioso filho. Um povo que deseje somente conhecer o Cristo, o crucificado, e deixar todo o resto de lado. Um povo que busque abraçar sua profundidade, descubra suas riquezas, tocando sua vida, e recebendo seu amor, e fazendo d’Ele, em toda a sua imensurável glória, conhecido a outros.
Dois de nós podem discordar sobre muitas coisas – eclesiologia, escatologia, soteriologia, para não mencionar economia, globalização e política.
Mas em nossos dois mais recentes livros – “Da Eternidade ao Aqui” e “Tão Lindo” - nós temos buscado um trompete uníssono. Esses livros são a manifestação desse manifesto. Cada um deles apresenta a visão que tem capturado nosso coração e que nós desejamos implantar no Corpo de Cristo. “Uma coisa eu sei” (João 9.25) que é esta coisa que nos une a todos:

Jesus, o Cristo.
Os cristãos não seguem o Cristianismo; Os cristãos seguem a Cristo.
Os cristãos não pregam a eles mesmos; eles proclamam a Cristo.
Os cristãos não mostram importantes valores para as pessoas; eles mostram a cruz às pessoas.
Os cristãos não pregam sobre Cristo; os cristãos pregam a Cristo.
Há mais de 300 anos atrás um pastor alemão escreveu um hino feito em redor do Nome sobre todos os nomes:
Pergunte-me que grande coisa eu sei, que me delicia e mexe tanto comigo?
Que grande recompensa eu recebo? Em qual nome eu me glorio?
Jesus Cristo, o crucificado.
Esta é a grande coisa que eu sei; isto é o que me delicia e mexe comigo;
Fé em Cristo que morreu pra salvar, Nele, que triunfou sobre a sepultura:
Jesus Cristo, o crucificado.
Jesus Cristo – o crucificado, ressurreto, entronizado, triunfante, vivo Senhor.
Esta é a nossa Posse, nossa Paixão e nossa Vida. Amém.
http://ajesusmanifesto.wordpress.com/ 

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