sexta-feira, 20 de julho de 2012

FINAIS DOS TEMPOS



    A Bíblia fala sobre acontecimentos castratóficos e que esta terra não passará ilesa, sim, haverá uma época em que a Terra será destruída, mas muitos querem não dar credito o que a palavra diz sobre os últimos dias, veja o que diz no livro de 2 Pedro 3:3-14: 

(3) Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, 
(4) E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. 
(5) Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. 
(6) Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, 
(7) Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. 
(8) Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. 
(9) O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. 
(10) Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. 
(11) Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, 
(12) Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? 
(13) Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. 
(14) Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.

Bem existe também outras situações que poderá tornar a vida do home extremamente hostil nesta terra, tais como: o descaso com o meio ambiente e degradação do convívio humano, veja esta reportagem abaixo:
"Degelo polar se acelera a níveis alarmantes, dizem cientistas

19/7/2012 11:10, Por Redação, com agências internacionais - de Londres e Estocolmo


O degelo do Pólo Norte se intensificou na última década Cientistas de todo o mundo repercutiram, nesta quinta-feira, o deslocamento do iceberg gigante de uma geleira na Groenlândia. Verão no Hemisfério Norte, esta é a estação do ano que mostra, com mais clareza, os níveis de aquecimento global. As calotas polares do Ártico derretem a um ritmo até agora nunca verificado na história humana e um consenso começa a se formar na comunidade científica: é apenas uma questão de tempo até todo o gelo da região derreter.

Segundo o projeto Catlin Arctic Survey, liderado pelo explorador polar Pen Hadow, que analisou o comportamento do gelo ártico por três meses, falta apenas uma década para o Pólo Norte se tornar um grande oceano aberto. Mas segundo os cientistas da NASA, a previsão é ainda mais desanimadora: o gelo das calotas pode derreter totalmente no verão deste ano. Um cenário que se imaginava improvável há alguns anos, mas que cada vez se torna mais real, à medida que os impactos do desenvolvimento insustentável da humanidade vão acabando com a pouca reserva de gelo ainda existente.

– O oceano Ártico desempenha uma posição central no sistema climático da Terra – alerta Martin Sommerkorn, da World Wilde Foundation (WWF).

Um recado para quem ainda não percebeu que o planeta inteiro está conectado, e o que acontece numa região exerce influência direta sobre as outras. E complementa:
– Esse processo poderá causar inundações que afetarão um quarto da população mundial, aumentar de forma substancial as emissões de gases-estufa (que costumam ser aprisionados pelo gelo) e provocar mudanças climáticas extremas.

Gás metano

O degelo das calotas polares toma proporções mais do que alarmantes. Uma das principais preocupações dos ambientalistas é o gás metano, cerca de 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono. Cientistas chegaram a conclusão de que as geleiras servem como um super depósito do gás, e conforme elas vão desaparecendo, mais acelerado se torna o processo de aquecimento global. A liberação de metano é tão grande que o gás mal se mistura com a água, e, depois de formar bolhas na superfície, é liberado quase que instantaneamente pra atmosfera. Estudos realizados na região indicam que a temperatura está subindo, e já acumula um acréscimo de 4 graus Celsius nos últimos anos.

Outra preocupação dos ambientalistas é o derretimento das geleiras da Antártica. Uma alteração nas calotas polares, de forma irreversível, elevaria os níveis dos oceanos mais rápido do que o previsto. O derretimento das geleiras da Antártica e da Groenlândia juntas tende a desestabilização outras massas glaciares de grande importância, acelerando um processo generalizado de desintegração. Peter Clark, glaciologista da Universidade de Oregon, dá uma idéia do que vai acontecer, caso a velocidade do aquecimento global permaneça nos atuais níveis. Segundo o especialista, o degelo pode fazer o nível dos oceanos subir muito mais e mais rapidamente do que mostram as projeções anteriores. Degelo que é atribuído principalmente ao efeito estufa, fenômeno que causa o aquecimento excessivo da Terra. Efeito estufa que, por sua vez, se origina do acúmulo excessivo de gás carbônico (CO2) e gás metano (CH4) na atmosfera e impedem que o calor provocado pelo Sol deixe a atmosfera do planeta."

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O AMOR FRATERNAL


   Há diversos aspectos do amor, ou seja: o amor de Deus, o amor a Deus, o amor ao próximo, o amor entre cônjuges, o amor ao inimigo, etc. 
   Mas o tema que nos interessa, o que estamos estudando, é o amor fraternal, isto é, o amor entre irmãos.
   Jesus disse que o que sobressairia na comunidade dos discípulos seria o amor que teriam entre si: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13:35). Este é o mandamento principal e fundamental entre irmãos.
   O contrário do amor não é necessariamente o ódio, mas o egoísmo que leva ao individualismo. O egoísmo se manifesta por um cuidado excessivo por mim mesmo e desinteresse pelos demais. Nota-se isto quando todos os afetos e esforços convergem para si mesmo. Por outro lado. amar é dar-se, entregar-se, é o que nos leva à vida comunitária.
      
                       a) O que ama está cumprindo a Lei
   Quando perguntaram a Jesus: "Mestre, qual é o grande mandamento na lei?" (Mt 22:36-40). Ele respondeu resumindo todos os mandamentos em somente dois: amar a Deus e amar ao próximo. O fato é que os dez mandamentos se dividem da seguinte maneira: os primeiros quatro se referem a deveres para com Deus e os seis restantes dizem respeito os seus semelhantes. Em relação a Deus o mais importante é amá-lo com todo o meu ser e em relação ao nosso próximo o mandamento maior é também AMÁ-LO. Não é que os demais mandamentos não sejam importantes, mas se eu verdadeiramente amar o meu próximo,  não furtarei, não desonrarei, não mentirei, nem  cobiçarei, não matarei, não adulterarei, etc.
   Paulo declara: "Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: "amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Gl 5:14-15). Também diz: "pois quem ama o próximo tem cumprido a lei" (Rm 13:8-10). Desta forma, o que ama a seu irmão, não só não vai fazer-lhe mal, mas pelo contrário vai fazer-lhe bem. Deste conceito surgiu a afirmação de Santo Agostinho: "Ama a teu irmão e faze o que quiseres".

                         b) O novo e principal mandamento que Jesus ensinou.
   "Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros" (Jo 13:34; 15:12,17; 1 Jo 2:7-10; 3:23).
   Por que se constitui este num mandamento novo? Moisés já havia dito: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Lv 19:18). O novo mandamento de Jesus consiste em que nos amemos COMO ELE NOS AMOU. 
   Jesus é a encarnação do amor. Ninguém mais poderia dizer: "Ama assim como eu te amo". Jesus é a medida B a expressão concreta, prática a visível do amor. Seus discípulos puderam apreciar o amor em uma dimensão prática e não em definições teóricas. Jesus nos atinge e transforma a vida com este mandamento:       
   Devemos amar nossos irmãos como Jesus nos amou. É o mesmo que dizer:  da mesma maneira, com o mesmo desinteresse, com a mesma força, com a mesma plenitude, com o mesmo Espírito, com as mesmas implicações, com o mesmo compromisso (Jo 3:16; 1 Jo 3:16).
   Devemos recordar que o propósito de Deus é que sejamos iguais a Jesus em tudo. A característica principal, que sobressai na vida e caráter de Jesus é o Seu amor para conosco.
   AMAR é um mandamento: O que se faz com um mandamento?
 Simplesmente se obedece. Cristo  não apela aos nossos sentimentos, mas à nossa vontade. Se o amor aos meus irmãos se baseasse nos meus sentimentos seria um amor débil e flutuante. "Determino-me a amar a meu irmão em obediência ao Senhor; é um mandamento e eu obedeço".
   Na obediência rompe-se o poder que já estava dentro de mim pelo Espírito, assim os meus sentimentos seguirão a minha ação. Na obediência com fé flui a bênção de Deus.
    Outros passagens: (Rm 12:10; Cl 3:14; 1 Ts 4:9; 1 Pe 2:17; 3:8; Hb 13,1; 2 Jo 5:6).

    c) Aquele que não ama a seu irmão permanece nas trevas e na morte.
    O amor a nosso irmão é a prova de nossa permanência em Cristo. É o teste que demonstra se estamos na vida do Senhor ou em trevas. A primeira epístola de João é muito clara e objetiva a este respeito.

    Leiamos com cuidado:
2:9-11 — "Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas".
3:10-11 — "O que não ama a seu irmão não é de Deus".3:14 — "Aquele que não ama (a seu irmão) permanece na morte*.
3:15 — "Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino .
4:7-8 — "Todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus".
4:12 — "Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós".
4:20-21 — "Se alguém disser: amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso".

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Profeta Ageu



Recebi de uma irmã querida este email com este assunto que é muito interessante e traz muito temor pra nós neste presente século:

"Amados,
Acabei de ler o texto que segue abaixo, e meu espírito abateu-se por enxergar o quanto, mesmo que sorrateiramente, meu coração tem (estava) se apegado as coisas deste mundo. Senhor tenha misericórdia de minha vida, que meus pés estejam aqui na terra, mas minha mente no céu, na minha pátria! 
Deus os abençoe através dessa leitura
Sugerimos a prévia leitura do livro do Profeta Ageu
Sinto-me na obrigação de compartilhar esta palavra com todos aqueles que o Senhor permitir ter acesso à mesma. Impressiona como a Bíblia é um todo harmônico e como o Espírito Santo falou antes de Jesus através de figuras que representavam as “sombras das coisas futuras”. Em resumo: toda a Bíblia trata de Jesus e da igreja, em seus diversos aspectos. Os apóstolos já tinham essa revelação e a expressaram em suas cartas, como Sara e Agar representando a velha e nova aliança, o sacerdócio de Melquisedeque como figura do sacerdócio de Cristo, dentre outros. Alguém já teve a revelação de ver na restauração dos muros de Jerusalém na época de Neemias, a figura da restauração da igreja. Mas, o que nos é revelado no livro do Profeta Ageu? A palavra do Senhor emitida através de Ageu tinha um destino: dois homens, Zorobabel e Josué, um governador de Judá e, o último, sumo-sacerdote. Qual era a situação desses homens, por que Deus queria os repreender? Bem, as Escrituras nos revelam que eles tinham algo a fazer por ordem do Senhor, que era a construção da casa de Deus. Todavia, tornaram-se negligentes em seu ofício, não cumprindo a ordem do Senhor, começando e não continuando e, portanto, não concluindo a obra, posto se encontrarem envolvidos com os seus próprios negócios. Ao invés de empenharem seus esforços naquilo que era do Senhor, gastavam-se no que era para eles mesmos. Com certeza não eram os únicos a agir dessa maneira, mas eram líderes e a palavra de exortação teria que vir primeiramente a eles. 

Hoje, podemos nos perguntar quantos de nós somos Zorobabel e Josué. Um dia o Senhor nos chamou para a sua “soberana vocação”, mas com o passar do tempo para alguns pouco há construído do edifício de Deus, porque os cuidados dessa vida lhes roubaram as energias, o tempo, o ânimo, o vigor para a obra confiada pelo Senhor. Não falo aqui de obra no sentido religiosamente impregnado em nossas mentes, sinônimo de ativismo. Falo de construção do edifício, da casa de Deus, que somos nós (I Co, 3:9; Ef., 2:21). Essa é uma geração de pessoas cansadas, desatentas, ansiosas, estressadas. Uma parte disso se deve à tônica desse último tempo que se caracteriza por dias trabalhosos. O faraó desse século, o diabo, implantou um espírito no mundo em que ninguém consegue ficar parado e muitos não podem. Assim como Faraó acrescentou trabalho aos filhos de Israel para eles não terem tempo de buscar a Deus, assim acontece hoje. Só que ao lado disso, e o que é pior, essa é uma geração de cristãos, se é que se pode assim chamar, amantes do mundo. Muitos pensam que pelo fato de não estarem envolvidos em bebedices e glutonarias não têm o mundo no coração. O mundo tem algo muito mais sutil do que o adultério, a mentira, a fornicação e tantos outros pecados dos quais suspiramos aliviados por não mais os termos na nossa prática diária: o desejo de ter, de ser, de sentir (I Jo., 2:16) é a essência do mundo e muitos dos que se dizem cristãos hoje estão tão envolvidos nos projetos alimentados por tais desejos que se tornaram negligentes na construção da Casa do Senhor. São de pouca oração, pouco jejum, pouca aspiração celestial, pouco compromisso. Algumas causas disso: Medo do futuro A ansiedade pelo dia de amanhã, pelo que comeremos ou com o que nos vestiremos tem levado cristãos a negligenciar uma vida de edificação no Senhor. Entremetem-se em toda sorte de ocupação pelo simples fato de que não conhecem a Deus e não podem depender tranqüilamente dEle e nem têm tempo de conhecê-lo, posto que as suas ocupações de fato ou mentais, não lhes permitem. E mesmo quando estão parados, sem nada para fazer, não conseguem se concentrar na presença do Senhor, dada a frivolidade de seus ânimos. Tornam-se pais negligentes, que, no máximo, transmitem alguma teoria cristã aos filhos, mas não há poder suficiente fluindo de suas vidas para desafiá-los a uma vida cristã de verdade, são também falhos no serviço, verdadeiros inimigos da cruz de Cristo, que só pensam nas coisas terrenas (Fp 3:18-19) ou pensam nelas mais do que deviam. Jesus já profetizou sobre a maior crise que haveria nesses dias que antecedem a sua volta: a crise da fé. A ansiedade é ausência de fé. Falta de contentamento Vivemos na era da ansiedade. Quase ninguém é satisfeito com nada. Sempre falta alguma coisa. Essa marca está em muitos dos discípulos-de-Jesus-de-hoje. Ao contrário dos discípulos do passado, que quando enxergavam a Cristo abriam mão de sonhos, bens, projetos, posições, da vida literalmente, os discípulos-de-Jesus-de-hoje tentam, em vão, conciliar o seguir a Cristo com seus desejos terrenos. Esta é, sem dúvida, uma geração de cristãos consumistas, levados pelas tendências, pela moda, pelo desejo de Ter-apenas-porque-não-têm, e não porque precisam-ter. Nesse caminho, muitos têm se embaraçado com os cuidados dessa vida. Têm se endividado, gastado tempo e esforço com a vaidade. Quantas mães não são presentes em casa e quantos pais não governam seus lares! Quantas mulheres sonham com o dia de verem os filhos criados para acabar com o empecilho de poderem sair para ganhar um pouco mais de dinheiro na desculpa de cooperarem com o sustento do lar, mas que na verdade é para satisfazerem seu consumismo mundano! Quantos homens que não desafiam a família a uma vida constante de oração, jejum, meditação na Palavra! As crianças frutos desses lares-quase-cristãos desde cedo são educadas nessa atmosfera mundana mesclada com encontros ‘espirituais’ no tempo que sobra para pensar nas coisas que são do alto. Essa geração de ambiciosos-ingratos, apesar de não admitir, entende ser melhor receber do que dar. A lógica do mundo está em seus corações. Estagnação no caminhar Um dia recebemos Jesus, provamos dEle como o cordeiro pascal. Ele é a nossa salvação e dessa maneira o conhecemos na porta de entrada do Reino de Deus. Que maravilha!!! Todavia, é só o começo. Muitos não desejam prosseguir para provar de Cristo como o maná diário, até que num estágio posterior estejam de tal modo incluídos nEle, como os hebreus ao entrarem na terra prometida. Não podemos nos esquecer que essa geração é superficial. Tudo deve ser muito rápido, on line . Não há tempo para se aprofundar em nada. Muitos dos discípulos de Jesus começam a caminhar, experimentam algo de Jesus e isto os leva à tomada de posturas coerentes com a sua fé. Todavia, acampam-se nesse estágio e isso pode representar a sua ruína, pois a conseqüência é a ausência de frutos. E todos sabem o fim do infrutífero: é cortado e lançado no fogo. Conhecer a Cristo é uma experiência diária e infinita. Entretanto, quanto mais se conhece dEle, maior é a necessidade de prosseguir a conhecê-lo. Não é apenas ter a doutrina em mente. Isso não basta. É ter uma convivência PESSOAL com Jesus. O fruto disso é santidade, humildade, amor fraternal não fingido, transparência, desprendimento do mundo e tudo o mais o que é presente em quem de fato anda com Jesus. O andar com Jesus conduz naturalmente a uma vida de frutificação, isto é, a vida de Jesus sendo manifesta através de nossa vida e desafiando a outros a tê-la. Por outro lado, a conseqüência da estagnação é se distrair com as coisas do mundo e, num estágio quase que imediatamente posterior, envolver-se com elas. Um ponto a ser destacado no livro do profeta Ageu é que embora o povo empenhava seus esforços e trabalho na construção de seus próprios projetos, eles não alcançavam êxito. Por que? O Texto Sagrado deixa claro que Deus os embaraçava, enviando alterações climáticas, pragas, a fim de que eles se arrependessem e voltassem à obra de edificação da casa de deus. Que misericórdia!! Quantos de nós já vimos ou já passamos por isso!! Quantas pessoas se esforçam para ter e nunca têm, não alcançam aquilo que perseguem. Glória a Deus por já ter presenciado esta cena. Pessoas que foram embaraçadas a tal ponto que reconheceram sua corrida em vão e se arrependeram, voltando a edificar a casa do Senhor. Após caminharem em círculos, reconheceram que estavam investindo nos seus próprios interesses para, finalmente, voltarem à soberana vocação e aí se tornarem cristãos de oração, cuja boca se enche da Palavra de Deus, porque o seu coração está cheio dela, voltado que está para os valores do céu. São felizes, bem-aventurados, pois são pobres de espírito, não ambicionam coisas altas, contentam-se com as pequenas. O reino dos céus lhes pertence. Uma outra trágica conseqüência para os discípulos-de-Jesus-de-hoje, que vivem consultando a carne e o sangue, é a frieza, a apatia pela volta de Cristo. No dizer e no cantar proclamam que o esperam. E até pregam isto ao pobre pecador. Mas a quantidade de projetos de curto, médio e longo prazo que nutrem no coração, ainda que sutilmente, desmentem que estão vigiando e aguardando seu Mestre. Não nos esqueçamos que este é um tempo profético. Vivemos os dias que a Palavra fala em que seria difícil ser cristão, em que muitos apostatariam da fé, e muitos não teriam óleo em suas lâmpadas, em que o amor se esfriaria e a fé seria escassa. São tempos de falsas doutrinas e falsos profetas, de homens amantes de si mesmos e mais amantes dos deleites do que de Deus. É tempo de vigilância e de apego à Palavra. Se possível fosse, até os escolhidos seriam enganados por essa lógica mundana e se não fossem abreviados esses dias, nenhuma carne se salvaria. Mas, em meio a isso tudo não há na grande parte dos cristãos uma expectativa real e constante pela volta de Jesus. Essa expectativa não é emocional. A Bíblia nos diz o sinal de quem realmente tem essa esperança: a si mesmo se purifica. Limpa-se dos valores do mundo, volta-se diariamente para o Senhor, na esperança de gozar, por mais um dia, da sua doce presença. Todavia, a volta de Jesus, para muitos, seria uma frustração para os seus planos terrenos. É tão intrigante como os cristãos antigos ansiavam por esse dia, a ponto de Paulo ter que lhes escrever acalmando os ânimos, esclarecendo-lhes, pela revelação do Espírito que lhe era abundante, que naquela geração não aconteceria o cumprimento do que vemos hoje em nossos dias. Mais recentemente, por volta de dois ou três séculos para cá, os cristãos compunham hinos belíssimos, que hoje estão fora das paradas de sucesso, baseados no anseio que tinham por Jesus e sua volta. Eles cantavam: “quem ama este mundo no céu não tem nada, mas quem tem Jesus Cristo no céu tem morada”; “riquezas não preciso ter, mas sim celestes bens...com Cristo estou contente, Ele me satisfaz...”; “anelo por Cristo Jesus salvador...precioso é Jesus para mim...”; “quando se fizer chamada lá estarei...”; “não sei quando Cristo Jesus há de vir e nem qual o dia em que hei de partir, mas eu sei que o falar de Jesus o meu rei, só isso será céu prá mim....”, dentre outras riquezas do repertório cristão que hoje parecem não inspirar muito os que enxergam muitas belezas nessa terra. Que aquele dia não nos surpreenda como o ladrão! Que possamos amar a volta de Jesus e ansiar por ela, não nos momentos em que esse mundo revela explicitamente sua real aparência, mas nos momentos de maior satisfação e realização possamos dizer: isso aqui é bom, mas eu espero e continuarei esperando pelo meu Senhor, pois esse mundo com suas realizações passageiras não me ilude, distrai ou satisfaz. Ninguém que milita no exército do Senhor pode se distrair com seus próprios negócios, esquecendo-se daquele que o chamou. Que o Senhor nos revele essas coisas!! Sei que a quantos o Espírito revelar esta Palavra, também revelará como vivê-la, em equilíbrio, paz, firmeza e seriedade. A promessa para quem se gasta na construção da casa de Deus é vê-la cheia da glória do Senhor. Não há vida cheia do Espírito se não há casa a ser cheia por Ele. Amém. Material extraido do Site: http://reieterno.com.br/11exortacao/dobre.html"